terça-feira, 8 de novembro de 2011

OUTRAS PAUTAS COM GOG E MV BILL

        Aconteceu hoje, 08/11, um projeto de iniciativa do Sinpro Df em que foram discutidas muitas pautas sobre educação, política, discriminação racial, com a presença de GOG e MV Bill e Aborígene. Resolvi escrever pois tinha que expressar algumas considerações. Não pude comparecer pessoalmente, mas acompanhei o debate todo pela net, segue o link http://www.sinprodf.org.br/ao-vivo-op/ para quem quiser ver também.
        Eu achei muito rica essa iniciativa, e muito proveitosa, mas acho que eventos como esses deveriam ser realizados na periferia, já que é muito dificil ir ao Plano Piloto após as seis da tarde, principalmente para o jovem que não tem carro e depende de ônibus...em fim....
          Não gosto de fazer críticas nem comparações, mas gostaria de parabenizar  o GOG, por sua fala e contribuição muito bem consciente, de quem realmente conhece a realidade da periferia e que luta pela dignidade do povo preto, coisa que senti falta nas falas do Bill, como senti também que ele (MV BILL) está um pouco elitizado, não sabe nem o número da lei 10.639 que insere a História e cultura afro-brasileira nas escolas, ok, ninguém é obrigado a saber números de leis, mas poxa, quem tem o minino de envolvimento com a temática conhece...Aproveitando para desabafar, eu aprecio muito as letras do BILL, mas nao to conseguindo engolir ele como ator da rede Globo, e logo da Malhação...pra mim foi um soco no movimento....e ao final do debate, a mídia caiu em cima dele... Não estou desmerecendo o trabalho social do Bill, que alias reconheço sua importância, e é um trabalho muito bem estruturado com resultados positivos, mas em fim, ficarei somente ouvindo suas musicas, suas falas foram um tanto quanto midiáticas .
      Parabenizo mais uma vez o GOG, e o Marcão do Aborígene( tenho que te devolver teus CDs heheh) que representaram muito bem Brasília, o professor Murilo do 427 de Samambaia, outra pessoa consciente que estava na platéia, mas que ja fui a uma palestra dele no Cara e Cultura Negra de 2010.

É isso ai, são iniciativas como essas que fazem com que os jovens pensem um pouco sobre seu papel na sociedade

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Trabalhando religiões de matriz africana em sala de aula I

Uma das dificuldades do professor em trabalhar religiosidade de matriz africana, é sem dúvidas, o preconceito, que muitas vezes não partem dos estudantes, mas surpreendentemente de nossos próprios colegas, professores. Como educadores, temos que mostrar para nossos alunos (e colegas!) que devemos respeitar todas as manifestações religiosas. Nem todos precisam concordar com seus ensinamentos, mas o respeito ao sagrado do outro é fundamental para a compreensão das relações humanas. É importante deixar claro, durante as aulas, a importância do culto de matriz africana para a manutenção da cultura afro-brasileira, como a preservação de idiomas, canções, ritmos e visão de mundo que ainda são reproduzidos nos terreiros e casas de culto.
Por se tratar de um tema polêmico, e infelizmente, demonizado por parte de uma parcela da sociedade que desconhece o conhecimento histórico e antropológico, sugiro começar a trabalhar o assunto levando para a sala de aula a Mitologia Yorubá, ou mais especificamente, a criação do mundo segundo a mitologia Yorubá. Eu trabalhei da seguinte forma: 

Primeiro li a história em sala da aula, dei uma cópia para cada aluno. Discutimos as diferenças e proximidades com a gênesis cristã.

Depois, passei um vídeo que ilustrava a história da criação segundo os Yorubás.

Por fim pedi que fizessem uma peça teatral da história. Ficou maravilhoso!

Em 2009 os alunos de 7° fizeram um teatrinho e em 2010, os estudantes do 1° ano do Ensino Médio fizeram um teatro de bonecos. Eles mesmos confeccionaram os bonecos, gravaram as vozes, confeccionaram o cenário. Estou tentando encontrar o vídeo dessas apresentações e em breve postarei aqui para terem uma ideia, mas enquanto isso postarei um vídeo do youtube 

Com essa experiência, puderam perceber como surgiram os Orixás, como omundo foi criado, a função dos Orixás na visão africana Yorubá e que essa questão de que “é coisa do demônio”, não passa de puro preconceito. Foi desconstruído de uma forma bem leve e lúdica todo esse conceito neopentecostal e ficou mais fácil começar a trabalhar o Candomblé e Umbanda em sala de aula! .


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Luislinda Valois

Fiquei em dúvida sobre minha primeira postagem para inaugurar esse blog, que vai ser um grande prazer para mim. Entre tantos assuntos a serem postados, escolhi a história de Luislinda Valois, uma grande mulher negra, que com muita luta e determinação, superou o racismo e se tornou a primeira juíza negra do Brasil...Espero que esse depoimento seja uma fonte de inspiração para ínicio de nosso trabalho...

Bem vind@s....

Esse espaço será dedicado à discussões sobre a questão étnico-racial negra no Brasil e espero poder contribuir um pouco para a divulgação da cultura afro-brasileira e africana e ao combate ao racismo em nosso país. Grande abraço a tod@s e que tenhamos uma excelente troca de ideias, experiências, projetos e sabedorias....