sábado, 1 de fevereiro de 2014

A IMPORTÂNCIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA PARA A PROMOÇÃO DA CIDADANIA 


                                                         
       Historicamente, o povo brasileiro convive com um cotidiano marcado por práticas discriminatórias em relação ao povo negro. Do início do tráfico negreiro á promulgação da Lei Áurea, foram mais de trezentos anos de escravidão, violência e tentativa de desumanização dos africanos e seus descendentes. Apesar de todo sofrimento causado pela ganância colonizadora e  por uma política  de embranquecimento, foi nesse período que povo preto pode reunir suas forças e dar início a um movimento de libertação de toda uma nação, que dura desde o começo da diáspora africana até os dias atuais.
       Inicialmente a luta era por liberdade, por comida, por saúde, pelo direito de nascer e viver longe das senzalas, através de movimentos de resistência que se configuravam na formação dos quilombos, na capoeira, na religiosidade. Hoje a luta é diferente, mas as causas são as mesmas, o que muda é apenas o contexto. Ainda se clama por liberdade, por saúde, pelo direito de ir e vir, de nascer e viver longe do racismo, da discriminação, da desconfiança. Essa nova luta se desdobra nos movimentos negros, nas lideranças, nos jovens militantes, na religião, no hip hop, enfim, na luta cotidiana pela promoção da cidadania da população afro-brasileira. 
        O dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, data escolhida por ter sido o dia da morte de Zumbi dos Palmares em 1695, celebra justamente essa consciência de luta pela igualdade e é uma data de extrema importância por representar todos esses séculos de sofrimento, mas sobretudo de resistência e conquistas.Poucas datas no calendário civil brasileiro carregam consigo essa carga de heroísmo, onde todo um povo, com vasto histórico de discriminação, se levanta, ergue a cabeça e grita para serem vistos, ouvidos e respeitados.
            Portanto, comemorar o Dia da Consciência Negra no Brasil, além de promover a cidadania do povo afro-brasileiro, também leva à reflexão a população não negra de que o respeito à diversidade, a tolerância, o fim do racismo e da discriminação são requisitos necessários e obrigatórios para o exercício de uma cidadania plena em um país plural que compartilha entre brancos, negros, indígenas, amarelos, vermelhos uma cultura afro-brasileira.

                                                                                                          texto:  Jeidma Marinho 


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